Seriado Street Fighter: World Warrior, Fica Sem Produtora

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Street Fighter: Assassin’s Fist surgiu para o mundo como uma websérie para o YouTube com uma premissa: apresentar a história de Ryu, Ken, Gouken, Akuma, Goutetsu e seu estilo de luta conhecido como Ansatsuken (Assassin’s Fist, ou Punho Assassino) de uma forma séria, direta, e nunca vista antes em produções baseadas em Street Fighter. E os seus desenvolvedores não só conseguiram isso, como também acabaram por produzir um dos melhores conteúdos em Live-Action relacionado a videogames até hoje.

Idealizado por Joey Ansah, ator britânico que já trabalhou em filmes como Batman Begins e O Ultimato Bourne, e seu colaborador Christian Howard, o projeto se iniciou como um curta metragem chamado Street Fighter: Legacy, lançado em 2010. O curta apresentava uma simples luta entre Ryu e Ken, mas conseguiu capturar perfeitamente a essência dos jogos, ao mesmo tempo que presta homenagens ao cinema clássico de artes marciais, algo diferente das versões oficiais como o Street Fighter: O Filme de Van Damme e Raul Julia, ou A Lenda de Chun-Li de Kristin Kreuk e Michael Clarke Duncan.

Street Fighter: Legacy possui somente 3 minutos, mas consegue apresentar toda a essência da franquia

Tendo apoio da desenvolvedora Capcom, o projeto chamou a atenção dos fãs da série e dos amantes de filmes de artes marciais, o que motivou a abertura de uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter, que logo foi cancelada após o projeto receber os fundos necessários de apoiadores não divulgados, não havendo mais a necessidade dos fundos da campanha. Após a conclusão das filmagens e algumas negociações, a série foi disponibilizada no canal principal da Machinima, no youtube, em Maio de 2014, sendo lançado em DVD em diversas regiões do mundo após a série ter sido retirada do YouTube.

O sucesso da série levou a Capcom a desenvolver um projeto que seria utilizado para promover o mais novo jogo da série: Street Fighter V. Chamada de Street Fighter: Ressurrection, a nova websérie se passa 10 anos após Assassin’s Fist, e conta com personagens como Ryu, Ken, Charlie Nash, M. Bison, Decapre (uma escolha peculiar já que até o presente momento a Doll de Dezembro não apareceu como personagem jogável no título) e as novatas Laura Matsuda, e Kolin. Lançada apenas pelo aplicativo go90 inicialmente, os 4 capítulos foram posteriormente disponibilizados no canal da Machinima no Youtube por um período.

Street Fighter Ressurection segue a história de como Nash voltou dos mortos, mas a apresentação extremamente genérica não agradou os fãs

Infelizmente, este projeto não teve grande apoio do público, não chegando aos níveis de audiência e popularidade de seus predecessores. Mas Ansah logo apresentou seu mais novo projeto: “Street Fighter: World Warrior”, que continuaria a trama logo após os eventos de Assasin’s Fist, o que trazia aos fãs a esperança de visualizar o torneio símbolo da série, além de personagens como Chun Li e Sagat enfim serem apresentados à este universo. Mas este era um projeto muito mais ambicioso que os anteriores, e por isto precisaria de um financiamento muito maior que os 2,5 milhões de Assassin’s Fist.

Neste momento que entra na história eOne, uma produtora de entretenimento internacional de propriedade da Hasbro, e presidida por Mark Gordon, antigo presidente do Sindicato de Produtores da América, e produtor de séries como Grey’s Anatomy e Criminal Minds, além de filmes como Velocidade Máxima, O Resgate do Soldado Ryan, O Patriota, O Dia Depois de Amanhã e 2012, entre outros. Com uma parceria desta magnitude, só restava a Ansah e sua equipe colocar o mesmo amor apresentado em Legacy e AF para que o projeto fosse um sucesso… só que não é bem assim.

Street Fighter: World Warrior prometia ser muito mais do que Assassin’s Fist foi

Embora a equipe estivesse receosa de abrir mão de seu controle criativo, uma parceria com um grande estúdio era necessária para conseguir produzir um conteúdo no escopo que eles idealizavam, e que acreditavam que os fãs desejavam. Após considerar vários estúdios, o time decidiu que a eOne era o estúdio mais identificado com a visão que eles tinham do projeto, e que mais entendiam o processo criativo que fez de AF o que foi. Um contrato foi firmado para uma série televisiva, e a produção se iniciaria assim que uma emissora comprasse o projeto para exibição.

O que muitas pessoas não sabem, é que contratos para realização de produções desse porte possuem prazo de validade, e após os produtores falharem em apresentar um projeto concreto em tempo suficiente (o que Ansah credita ao fato da constante mudança entre executivos dentro de produtoras como esta), a eOne perdeu os direitos ao projeto, que agora se encontram novamente com a Capcom. E assim, após 5 anos de luta e produção de conteúdo próprio enquanto esperavam para o  início da produção direta, a equipe de World Warrior estava de mãos abanando.

Em uma postagem bastante emotiva, Joey Ansah atualiza os fãs sobre o projeto

Em sua postagem no Facebook, Joey descreve este processo, mas afirma que mantém uma ótima relação com a Capcom, o que pode resultar em bons frutos no futuro. Ele afirma que neste período uma boa quantidade de conteúdo foi desenvolvida, que poderia ser lançada como uma Graphic novel ou outro tipo de conteúdo de custo mais baixo, mas que no momento o projeto está em um hiato indefinido. A Capcom tem nas mãos um projeto com chances de sucesso maiores do que projetos como o filme de Monster Hunter, por exemplo. Só resta a eles jogarem as cartas certas…

Fonte: Facebook

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