Pop-Off. Sim ou CLARO?

 

Oi gente, boa tarde. Tudo bom com vocês? Aqui é o N2L kidmagiA (a.k.a Julio Mayer).

Pra quem não me conhece, faço parte do cenário competitivo faz um tempo. Fui colunista do Portal Versus (R.I.P) e, após muito procrastinar, aqui estou no meu primeiro texto para o excelentíssimo CounterHit.

Sem mais delongas, vamos falar sobre o elefante na sala. O controverso “POP-OFF“.
Pra quem não sabe, Pop-Off é uma reação exagerada de alguma pessoa, por qualquer razão. Seja raiva, seja tensão, seja alívio, seja alegria, seja vingança ou todas as anteriores.
A prática é comum nas mais diversas vertentes, inclusive no E-Sport.

Antes de seguirmos adiante, façamos um paralelo com o futebol que, querendo ou não, gostando ou não, é o maior esporte do mundo. Por quê?

Claro, existe um investimento astronômico, espaço nos principais veículos, etc. Porém, enxergo que o mais atrativo no futebol, são as personalidades. Nos tempos em que a “Nutelização” começa a ser combatida, vemos exaltação de jogadores com personalidade e pompa em páginas do Facebook como “Manual do Jogador Ruim“, “Legado da Copa“, “South American Memes“, “Cenas Lamentáveis” ,”Olé do Brasil” entre outras.
Não existe frase que me dê mais coceira do que “Qual a graça de ver 22 caras correndo atrás de uma bola?”. Quem diz isso claramente não enxerga além do desporto. Porém, sem espetáculo, sem showmanship, sem personalidades, intrigas e história, o futebol se resume a isso. Com E-Sports não poderia, nem deveria ser diferente.

Quem não gostava de ver o Edmundo entortando o Viola?
Quem não gostava de ver o Edilson fazendo embaixadinha?
Quem não gostava de ver o Romário provocando a torcida adversária?
Quem não gostava de ver o Túlio Maravilha soltando o verbo?

Estes são apenas alguns dos centenas de exemplos que me vieram à mente.

Um problema recorrente entre os diversos citados no Street Fighter V até agora, é a falta de hype. Eis o ponto que eu queria chegar.
Aqui no Brasil, temos esta mania de exaltar (até demais) a humildade. Tanto que não sabemos diferenciar a linha tênue entre arrogância e personalidade.

Competição sempre envolve uma carga enorme de ego, orgulho, intriga e paixão. Saber trabalhar a sua e a do adversário é fundamental para suceder.

Existem várias formas de se “comer a mente” de seu oponente. Tanto de forma impassível, quanto de forma mais exagerada. O gelo nas veias é tão assustador quanto um adversário que vibra e tem a torcida do seu lado.

Se quisermos apimentar o nosso cenário, devemos ser mais abertos quanto ao conceito de “humildade”. O cara ao seu lado pode sair gritando, mas ser alguém extremamente respeitoso, ao passo de que o cara pode ficar em silêncio e desdenhar de você da forma mais escrota.

Sigamos o exemplo de NuckleDu. Que além de colocar e tirar os óculos, faz teabag pra alegria da torcida. E como tem dia da caça e do caçador, recentemente foi a vez dele de levar o seu.
Outro caso notório é o da rivalidade entre Wolfkrone e K-Brad, numa troca de pop-offs espetacular que começou no Frosty Faustings IX e teve seu ápice no Final Round XX.

Existem diversos outros episódios que apimentam o cenário competitivo, pra não encher ainda mais de links este artigo, eu só vou colocar mais um, chamado ***THE BEAUTIFUL VIDEO GAME RAGE***.

 

Novamente. Precisamos rechear nosso cenário com personalidades e histórias com Hype se quisermos ser atrativos para um público maior. Quanto mais episódios notáveis, menos espaço para reclamações infundadas sobre o jogo e menos choro das viúvas.

Rise Up and Pop-Off, gentlemen.


kidmagiA

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